O primeiro seminário a didática em questão (1982)
Período de abertura democrática do país que introduz na discussão teórica palavras de ordem no sentido da democracia. Nesse momento busca-se um profissional comprometido com a formação crítica dos estudantes e perante a situação no país. O caráter político deixado de lado pela pretensa neutralidade da técnica ganha novamente força. É importante um conhecimento articulado com a política e com os anseios das camadas mais populares.
A palavra de ordem " a partir da prática" se torna importante nos estudos sobre a didática. Em especial, ganham força, estudos sobre o convívio da sala de aula, a fim de fazer uma relação entre didática vivida e didática pensada.
Saindo de um perspectiva de crítica à didática anterior, os autores dessa época buscaram produzir uma nova didática que mantivesse o novo princípio encontrado. Duas correntes muito importantes dessa época foram a de Dermeval Saviani, pedagogia histórico crítica e a de José Carlos Libâneo, com a pedagogia crítico social dos conteúdos.
Aliados a abertura política brasileira. esses autores buscam um conhecimento construído e não fragmentado. Um conhecimento que seja acessível a todas as camadas da população, em especial àqueles que historicamente não tiveram acesso à escola. Esse ensino, se orienta com base na teoria transmissão-assimilação. Valoriza-se o pensamento sobre a ação.
Correntes um pouco mais radicais como a pedagogia dos conflitos sociais, de oder josé dos Santos; e a pedagogia da sistematização do conhecimento coletivo, de Martins. Eles defendem que não é só necessária uma modificação interna do modo como os professores ensinam, mas é preciso mudar completamente a organização estrutural do sistema de ensino. Portanto, é preciso mudar o eixo de ensino da transmissão-assimilação, para a construção coletiva do conhecimento. A prática tem papel mais central nessa corrente. Dessas duas correntes principais, as escolas e os cursos de formação dos professores mudam sua abordagem em relação ao ensino.
O primeiro momento decorrente disso é o reconhecimento político do ato pedagógico. Logo, o momento da organização do trabalho na escola, onde os professores se reconhecem mais como trabalhadores e como ativos na construção da escola. E o terceiro momento, que é a produção e sistematização coletiva do conhecimento, em que o estudante é entendido como um agente historicamente inserido na construção do conhecimento. E por último, um quarto momento, que caracteriza-se na ênfase na aprendizagem, a expressão 'aprender a aprender', utilizada na escola nova, é trazida novamente com outro sentido; capacitar o agente intelectual ativo, para que este possa trabalhar bem com a interdisciplinaridade.

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