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| Immanuel Kant, Filósofo Alemão |
Dignidade como valor absoluto da pessoa
O conceito de dignidade aparece na segunda seção da Metafísica dos costumes, e é tido como acima de qualquer valor, sendo um valor absoluto.
O valor absoluto está acima de todo preço, é acima da mercadoria. Assim como, é superior a qualquer apreciação estética.
No sentido de mercadoria ""o que está acima de todo preço e, por conseguinte, o que não admite equivalente, (isto é) o que tem uma dignidade"
Assim como, acima de qualquer apreciação estética:
“um fim em si mesmo não tem apenas valor relativo, isto é preço, mas sim um valor intrínseco, (ou seja) uma dignidade"
Estar acima de qualquer apreciação estética, é possuir um fim em si mesmo, um fim que se justifica de acordo com sua própria existência. Dessa forma, a distinção entre valor relativo (preço) e valor absoluto (dignidade), nos faz pensar que coisas devem ser pensadas a partir de um valor absoluto, e quais devem ser pensadas a partir de uma valor relativo.
As coisas destituídas de razão, ao contrário do ser humano, tem sua importância baseada no preço, ou seja, no valor relativo. Isso ocorre pois sua justificação de importância é utilitária, de acordo com o meio. Elas são utilizadas como forma de alcançar um fim, que não está intrinsicamente ligado a elas.
Ao contrário, os seres chamados de pessoas, que possuem um fim íntimo ligado ao seu ser, sempre são justificados por si mesmos. Os seres humanos, portanto, são seres que possuem um fim em si mesmo. Assim, “reconhecer que o homem, e em geral todo ser racional, existe como um
fim em si”
Essa constatação que Kant fará, nos permite fazer outra; se todo ser humano é racional, e portanto possui dignidade, caracterizada por o seu fim ser intrínseco, as pessoas, então, não devem ser usadas como meio; assim a dignidade“dos seres racionais – enquanto pessoas – põe um limite, em certo sentido, a todo livre arbítrio”
Kant vai dizer, “o homem, e em geral todo ser racional, existe como um fim em si, não apenas como meio, do qual esta ou aquela vontade possa dispor a seu talento; mas, em todos os seus atos, tanto no que se refere a ele próprio, como no que se refere a outros seres racionais, ele deve sempre ser considerado como fim” Mas, qual o limite desse fim?

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