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| Johann Heinrich Pestalozzi, Teórico da Educação moderno |
Educação e ensino
A educação tem dois sentidos, a social e a individual.
Vem do verbo latino educare que significa trnasmitir. Educar é trasmitir, passar algo a alguem. A educação no sentido social é a transmissão cultural de aspectos importantes para aquela sociedade para gerações seguintes.
A escola surge em sociedades mais complexas em que é exigido uma instituição que garanta a passagem da cultura adiante, pois ela se tornou tão complexa e vasta que o modo de passagem indireto, por meio de mitos, acaba não sendo o suficiente.
No sentido individual, a educação significa buscar melhorar os atributos pessoais de um certo indivíduo. Walter garcia, aponta, então, a dialética presente entre esses dois aspectos: como trabalhar na construção de uma escola que permita articular uma conduta social historicamente produza sem perder aspectos individuais das pessoas.
Ensinar é quando o professor vai articular esses dois aspectos de forma mais produtiva para seus estudantes.
O conceito de didática
A pedagogia pode ser conceituada como a arte e a ciência da educação. Enquanto que a didática pode ser conceituada como "uma seção ou ramo específico da Pedagogia e se refere aos conteúdos do ensino e ao processo próprio para a construção do conhecimento".
Mauro Laeng, nos aponta que no passado a didática era centralizada no professor, hoje ela é centralizada na relação professor e estudante. Dessa forma, o estudo da didática não deve ser dissociado do estudo da aprendizagem; esses dois conceitos são inter-relacionados e deve ser tratados de forma conjunta.
Toda concepção de didática e política de ensino tem como pressuposto uma teoria filosófica. Dessa forma, mais precocemente a didática se calcava na filosofia, mas logo começou a se calcar na psicologia e na biologia.
Evolução histórica da didática
Durante os primórdios da didática, ensinar significava memorizar. Era um trabalho passivo do estudante. Entendia-se que o ser humano era uma tábula rasa, em que a repetição e a memorização tinham um papel central.
O ensino catequético é o principal usado, quando partimos desse pressuposto ontológico. Esse modelo consiste na reprodução despostas memorizadas pelos estudantes. Origina-se da palavra katechein, do grego, que significa fazer eco.
Entretanto, alguns filósofos questionaram esse modelo de ensino, e propuseram outros, vamos dar uma olhada em alguns.
Sócrates: segundo ele, o conhecimento não é algo que é passado do mestre ao seu discípulo, mas é descoberto pelo próprio estudante. Seu método era chamado de Ironia. Consistia de duas partes. A primeira, que é a refutação, tem o objetivo de fazer com que os discípulos admitissem sua ignorância perante um assunto. A segunda etapa é a maiêutica: Sócrates fazia perguntas aos seus discípulos e eles lentamente iam descobrindo uma argumentação em cima do tema. O filósofo chamava essa empreitada de maiêutica, pois significava parir. E como sua Mãe, o filósofo também paria, mas paria as ideias.
João Amos Comenius (1592-1670): devido a sua educação religiosa, ele acreditava que o fim último do homem era alcançar a felicidade eterna. A educação tinha o papel de ajudar o homem a encontrar essa felicidade. Para ele, os jovens de ambos os sexos deveriam ser educados em comum, por isso, ele defendia a criação de escolas. Ele escreveu um livro ilustrado para crianças. Defendia o método indutivo de alfabetização. Veja algumas de suas teorias:
- Apresentar o objeto de maneira física, pois o aluno aprende tocando;
- Mostrar a utilidade do conhecimento na vida prática;
- Fazer referência à natureza e suas causas;
- Explicar os princípios gerais e logo os detalhes;
- Passar para o próximo tópico somente quando o estudante aprendeu o anterior;
Henrique Pestalozzi (1746-1827): Concordava com Rousseau, o caráter do homem é composto e formado pelo ambiente em que ele vive. A educação, segundo ele, tem o papel de reformar a sociedade. Defendia que todas as crianças, independente da classe social, tivessem acesso à educação. A educação deve respeitar o desenvolvimento natural infantil, e ela deve buscar desenvolver aspectos culturais, físicos e morais. O seu método era chamado de "a lição das coisas". Trouxe diversas inovações, sendo a principal delas: aproximação da teoria intelectual da prática.
John Frederick Herbart (1776- 1841): é discípulo de Pestalozzi. Defendia que o ser humano é uma unidade, não possui faculdades. Defendia também, que o ser humano é uma tábula rasa, não é nem mal nem bom, podendo se tornar as duas coisas. A principal forma de de obtenção do conhecimento é por meio da assimilação. A função da escola é ajudar na assimilação de todas as acepções que o indivíduo adquiria do mundo; elas poderiam ser de duas formas; provindas da sociedade ou da natureza. Foi o primeiro a formular uma teoria do interesse, em que este teria um papel fundamental na assimilação do conteúdo pelo estudante.
John Dewey (1859 - 1952): Segundo sua teoria filosófica, a ação precede o pensamento. Para ele, o homem é um ser social, que busca a cooperação entre os outros. A escola deve ter o máximo papel de cooperação entre os indivíduos. ELe prega o ensino pela ação, pois o homem é um ser que age, e a criança tem essa característica mais acentuada ainda. A escola deve ensinar pela ação, ensinando um conhecimento moldável e técnicas de conhecimento. Não deve-se ensinar um conhecimento pronto e acabado.

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